*Verso 1*
As mãos se acalmam do esforço do barro,
A voz se aquieta do grito da lida.
Olho o horizonte onde o sol é um farol,
A sexta-feira se deita na vida.
Não é o fim, é o portal que se abre,
Onde o cansaço não tem mais lugar.
A luz descansa sobre a oliveira,
E eu aprendo a simplesmente ficar.
*Refrão*
Santo é o tempo, santo é o respirar,
Onde a alma encontra o seu lar.
É a aliança escrita no vento,
A pausa sagrada em cada momento.
Sétimo dia, sopro original,
O descanso de Deus que se faz real.
O descanso de Deus que se faz real.
*Verso 2*
Miro a criação que não pede pressa,
Onde a grama cresce no tempo do chão.
O mundo lá fora parou sua engrenagem,
Pra caber no silêncio do meu coração.
Não é um peso, é a leveza do ser,
Lembrando de onde viemos, por fim.
No monte, no mar, no sopro da tarde,
A glória se esconde e sorri para mim.
*Refrão*
Santo é o tempo, santo é o respirar,
Onde a alma encontra o seu lar.
É a aliança escrita no vento,
A pausa sagrada em cada momento.
Sétimo dia, sopro original,
O descanso de Deus que se faz real.
O descanso de Deus que se faz real.
*Ponte*
Cessar... para ver quem Ele é.
(Ver quem Ele é)
Calar... para ouvir onde Ele está.
(Ouvir onde Ele está)
No vazio do não fazer,
A plenitude se revela.
(A plenitude se revela)