Quando o mal entrou no Mundo? - VBDP-E0203-P
Essa é uma questão muito estranha, pois o que é o mal? O mal existe ou foi criado?
Vamos fazer uma comparação: podemos dizer que não existem sinais de ondas eletromagnéticas na idade média?
Entenda assim, na Grécia, nos povos antigos, ou na idade média, não havia celular ou rádios, mas isso não quer dizer que não havia leis que definiam as possibilidades de se usar ondas eletromagnéticas para mandar mensagens.
Dessa forma, sempre existiu no universo a possibilidade de mandar mensagens por ondas eletromagnéticas, mas apenas as pessoas não sabiam fazer.
Com o desenvolvimento da tecnologia as pessoas começaram a usar tais sistemas e falar em celulares, ouvir rádio e assistir televisão.
Semelhante ocorre com o mal. O mal existe! A questão é saber fazer ou ter a possibilidade de fazer.
Dessa forma, todo ser consciente seja um anjo, seja um outro ser criado conscientemente, ou o ser humano, todos eles podem fazer o mal, pois existem leis que permitem ele fazer isso.
Vamos imaginar que todos os seres humanos tenham o corpo como um espírito. E a pessoa deseja matar outra pessoa.
Uma arma conseguiria matar um espírito? A resposta é não. Um espírito tem a ideia de não receber destruições físicas. Assim, não há possibilidade de matar um ser que seja feito de espírito, quer seja por bomba atômica, ou por guerras ou seja de uma outra forma qualquer.
Assim, para fazer o mal de matar alguém, necessita que a pessoa tenha um corpo que possa ser morto. Portanto, para fazer o mal tem que ter formas de poder fazê-lo, se não é impossível fazer!
Muitos sistemas religiosos têm a ideia de inferno, onde pessoas gritam de dor, e passam por torturas durante toda eternidade. Mas se o ser humano tivesse todos os nervos, que transmitem dor, cortados, então, não sentiria dor, e toda ideia criada sobre o inferno, de sofrimento eterno, deixaria de ter fundamento.
Assim, o mal só pode existir se for antes criado, pelo criador de tudo. De certa forma, temos um texto da Bíblia que diz.
"Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas."
O que determina que a possibilidade de fazer o mal, foi criado por Deus. Veja, o texto não diz que Deus disse para fazer o mal, o texto diz que Ele criou o mal, como criou a luz e as trevas. A questão é que cada um escolhe o que quer fazer.
Assim, se constroi que Satanás foi o primeiro ser que praticou o mal, ou seja ele aprendeu como fazer o mal, e fez.
Tipo um cientista, que aprendeu a usar as ondas de rádio e mandou sinais com ondas eletromagnéticas. Tais ondas, já existiam, ele só foi o primeiro a usar. Pois se não existissem ondas eletromagnéticas, ele jamais iria conseguir fazer algo que não existe.
Assim, Satanás só conseguiu fazer o mal por que ele existia, não se tinha feito antes, mas as leis que permitiam a sua produção existia.
E aí ensinou para diversos anjos, mas somente a terceira parte quis fazer. Assim, os anjos aprenderam, mas não quiseram fazer.
É como saber fazer a bomba atômica mas não decidir construir. As leis que regem a construção sempre no universo existiram, mas a decisão de aprender e construir, cada um escolhe.
Assim o mal, é uma escolha de cada um. Se você deseja beber álcool, ou ter outro vício, você escolhe destruir sua saúde, mas outro não escolhe fazer esse mal.
Da mesma forma, Eva decidiu comer o fruto proibido, ela podia não ter comido, a decisão era dela, como Adão, também poderia ter decidido diferente. Assim, cada um escolhe se deseja ou não aprender e agir com as leis que permitem o mal.
Mesmo essas leis têm limites, o ser humano só pode fazer o mal que lhes é permitido. Ninguém mata com o pensamento, ou tem poderes miraculosos, como nos filmes cinematográficos.
Assim, ao ser humano temos limitações, o que nos leva a ideia que estamos meramente mostrando para alguém ou a um grupo, seja ele onde estiver, o que escolhemos.
E pelos escritos mais antigos, o que parece é que essas escolhas internas, garantem algum lugar, como um tipo de concurso, ou vestibular. Em que os que não passam são eliminados.
E o que parece é que a regra para passar é a vontade e alegria de fazer o bem, e a tristeza e a vontade de não fazer o mal.