Atualmente, podemos ver que as pessoas estão mais preocupadas com seus prazeres do que com o auxílio do outro.
Mas por que isso ocorre? Em um livro antigo temos o seguinte pensamento:
Por causa do aumento da iniquidade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.
Entenda iniquidade como violação das leis. Mas que leis? As leis que definiriam igualdade para todos. Assim, quando um pode e o outro não pode, normalmente por diferença de poder econômico, então, a lei é meramente uma repressão.
Dessa forma, não há lei! Pois a lei deveria ser para todos. Nesse modo cada um começa a pensar em si mesmo, pois não existe norma de justiça.
Um outro texto diz:
Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?
Assim, se a lei é parcialista, então os fundamentos de igualdade estão destruídos, e se estão destruídos, o justo nada pode fazer. Assim, se o justo não pode fazer nada, não há mais justiça. E sem justiça, para que existiria o amor, se acabaria sendo violado pela injustiça.
E assim, se o amor é violado pela injustiça, ele começa a parecer um erro para a sociedade, e o certo é meramente aproveitar dos prazeres. E como a insegurança na sociedade amplia, as pessoas não se preocupam com o futuro, com a família, e nem mesmo com a vida.
Quando a pessoa começa a ver a vida ou a morte da mesma forma, por que viver não tem sentido, então todo o resto perde o sentido. Companheirismo, amizade, responsabilidade, inteligência, amor e muitas outras coisas perdem o sentido, e tudo é dominado pelo prazer, por que no prazer as pessoas se esquecem momentaneamente da irracionalidade da sociedade, e entram em um mundo criado por eles mesmos, como um sonho.
Mas ao sair do sonho, o que vêem no retorno é um mundo mais e mais hipócrita e destrutivo.
Cada um buscando seu próprio prazer com coisas ou pessoas, cada um servindo do prazer de cada um, para que cada um continue vivendo o maior tempo possível em seu sonho irracional, e prazeroso, ao invés de viver no mundo hipócrita e dominador.