Estamos em 9 de janeiro de 2024. E o centro de análise "Copernicus", tem analisado dados que mostraram algo extremamente preocupante, a temperatura global em 2023 foi extremamente alta, acima de qualquer valor anteriormente catalogado.
Aqui, podemos ver o aumento da temperatura global desde 1850, o que mostra uma curva de crescimento extremamente acentuada, e com nenhuma previsão de redução. O que demonstra risco para toda a vida do planeta.
Também podemos ver que, a média para 2023 se encontra próximo dos 1,5 graus celsius, e acima de qualquer outra marcação, demonstrando uma alteração preocupante e sem precedente.
Nesta imagem podemos ver a anormalidade da temperatura do ar no planeta Terra. E como podemos entender esse gráfico?Primeiro, esse gráfico é a anormalidade comparativa baseando a média de 1991 a 2020, e assim se usar os dados de 2023 temos pontos com uma variação de anormalidade de 6 graus celsius.
E esses dados determinam que:
Em 2023 é confirmado como o ano mais quente nos registros de dados de temperatura global que remontam a 1850.
Teve uma temperatura média global de 14,98 graus celsius, 0,17 graus superior ao valor anual mais elevado de 2016.
Foi 0,6 graus mais quente do que a média de 1991-2020 e 1,48 grau mais quente do que o nível pré-industrial de 1850 a 1900.
Marca a primeira vez, desde que há registro, que todos os dias num ano ultrapassaram 1 grau acima do nível pré-industrial de 1850 a 1900. Perto de 50% dos dias foram mais de 1,5 graus mais quentes do que o nível de 1850 a 1900, e dois dias em Novembro foram, pela primeira vez, mais de 2 graus mais quentes.
Cada mês, de junho a dezembro, de 2023 foi mais quente do que o mês correspondente em qualquer ano anterior.
Julho e agosto de 2023 foram os dois meses mais quentes já registrados. O verão boreal (junho até agosto) também foi a estação mais quente já registrada.
Setembro de 2023 foi o mês com um desvio de temperatura acima da média de 1991 a 2020 maior do que qualquer mês no conjunto dos dados.
No ano de 2023, o gelo marinho da Antártida atingiu extensões baixas. As extensões diária e mensal atingiram os mínimos históricos em fevereiro de 2023.
Um grande número de eventos extremos foi registrado em todo o mundo, incluindo ondas de calor, inundações, secas e incêndios florestais.
Podemos ver que em novembro entre o dia 17 e 18 ocorreu uma média diária acima de 2 graus célsius mundiais. Mostrando sinais de que valores mundiais acima de 2 graus célsius estão sendo possíveis como média mundial.
As ondas de calor marinhas foram uma ocorrência comum em 2023, afetando regiões como o Mediterrâneo, o Golfo do México e as Caraíbas, o Oceano Índico e o Pacífico Norte, e grande parte do Atlântico Norte.
O aquecimento da atmosfera, e dos mares, tem gerado aumento de temperatura em diversas regiões, e definem uma ação de permanência das altas temperaturas.
As concentrações de gases de efeito estufa em 2023 atingiram os níveis mais altos já registrados na atmosfera.
As concentrações de dióxido de carbono em 2023 foram 2,4 partes por milhão superiores às de 2022 e as concentrações de metano aumentaram 11 partes por bilhão.
O que vemos é que os países mais produtores de gases do efeito estufa, ainda continuam liberando tais gases, indo contrariamente a todos os objetivos que se buscava nas reuniões para melhoria climática. O que estamos vendo é claramente a busca desenfreada da destruição do clima, por determinação de metas de capitais dos países.