
Com a evolução da idade, certos mecanismos do corpo começam a funcionar mais lentamente.
Na velhice ocorrem mudanças progressivas no organismo, o que conduz a efetivas reduções nas funções fisiológicas (Watkin, 1982; Wenck et al., 1983; Quintero-Molina, 1993).
As mudanças fisiológicas que interferem no estado nutricional são: diminuição do metabolismo basal, redistribuição da massa corporal, alterações no funcionamento digestivo, alterações na percepção sensorial e diminuição da sensibilidade à sede. Com exceção das duas primeiras, todas as outras podem interferir, diretamente, no consumo alimentar (Quintero-Molina, 1993; Nogués, 1995).
Na terceira idade, um dos fatores mais relevantes na diminuição do consumo alimentar é a redução da sensibilidade por gostos primários doce, amargo, ácido e salgado (Rolls, 1992; Nogués, 1995; Shuman, 1998).
A pitanga tem um sabor forte, com um aroma que se destaca, auxiliando sua detecção pela sensibilidade do idoso, e favorecendo o apetite.
Com a redução do sistema fisiológico, é aconselhável a utilização de alimentos ricos em nutrientes, de forma que mesmo com a redução fisiológica, tente-se manter a concentração de nutrientes no indivíduo.
Em 100g de Pitanga, crua usando a Tabela TACO (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos).
| ÁGUA- 88.3 Percentual% | ENERGIA- 41KCal | PROTEÍNAS- 0.9g | LIPÍDIOS- 0.2g | COLESTEROL- 0mg |
| CARBOIDRATOS- 10.2g | FIBRAS- 3.2g | CINZAS- 0.4g | CÁLCIO- 18mg | MAGNÉSIO- 12mg |
| MANGANÊS- 0.36mg | FOSFORO- 13mg | FERRO- 0.4mg | SÓDIO- 2mg | POTÁSSIO- 113mg |
| COBRE- 0.08mg | ZINCO- 0.4mg | RETINOL- 0mcg | RE- 154mcg | RAE- 77mcg |
| TIAMINA- 0.03mg | RIBOFLAVINA- 0.1mg | PIRIDOXINA- 0mg | NIACINA- 0mg | VITAMINA C- 24.9mg |
Vemos que a pitanga possui equivalente a retinol (RE) - 154 mcg e equivalente a atividade retinol (RAE) - 77 mcg. Sendo uma fonte boa dos pró-vitamínicos A.
Podemos observar o gráfico da necessidade alimentar. Normalizada - 15.65%

Vemos um destaque de Manganês, fibras e carboidratos, com um leve destaque no ferro. Vemos baixo índice lipídico e energético, mas com razoável índice de carboidratos. Demonstrando ser um alimento totalmente indicado para alimentação do idoso.
Grande problema do idoso esta na falta de socialização no alimentar. Deve se utilizar a pitanga unido a recordações e sociabilizarão do idoso.
O estado de ânimo do idoso para ingerir o alimento é, muitas vezes, modificado por atitudes simples, como posicionar-se confortavelmente à mesa em companhia de outras pessoas. Os levantamentos que comparam participantes idosos de Programa de Alimentação com não participantes mostraram que o fornecimento de energia, e a ingestão de proteína, vitaminas e minerais pelo primeiro grupo foi aumentado (Podrabsky, 1995)
Assim utilizar a pitanga como sorvete, suco, in natura, e diversas outras formas, que tenham água como principal constituinte. Visto que.
O estado de hidratação é outro fator de extrema relevância em geriatria. No idoso a desidratação torna-se freqüente podendo desencadear outras doenças como enfermidades infecciosas e cerebrovasculares, que, neste último caso, muitas vezes, apresenta-se como um quadro de delirium (Nogués, 1995; Moriguti et al., 1998).
Assim deve se considerar os efeitos benéficos da pitanga para utilização dos idosos, utilizando sempre uma variabilidade de outros alimentos, que possam gerar fatores sociais, culturais, e prazerosos para a saúde do idoso. Levando sempre em mente que frutas como pitanga, ou alimentos de digestão facilitada, são sempre aconselháveis, devido a redução dos fatores fisiológicos do idoso.
Referências
HOLLIS, J.B., CASTELL, D.O. Esophageal function in elderly men. Annals Internal Medicine, Philadelphia, v.80, n.3, p.371-374, 1974.
NOGUÉS, R. Factors que afectan la ingesta de nutrientes en el anciano y que condicionan su correcta nutrición. Nutrición Clínica, v.15, n.2, p.39-44, 1995.
PODRABSKY, M. Nutrição e envelhecimento. In: MAHAN, K.L., ARLIN, M.T. Krause, alimentos, nutrição e dietoterapia. Rio de Janeiro : Roca, 1995. Cap.14: p.255-269.
ROLLS, B.J. Aging and appetite. Nutrition Reviews, New York, v.50, n.12, p.422-426, 1992.
WATKIN, D.M. The physiology of aging. American Journal of Clinical Nutrition, Bethesda, v.36, n.4, p.750-758, 1982.