Existe uma singularidade entre a verdade relativa, e a verdade absoluta. É a teoria do inesperado. Na verdade relativa, a verdade depende do indivíduo, mas na verdade absoluta ligada ao realismo, a verdade absoluta não depende do homem.
Nesse caso, a teoria do inesperado é a ideia em que algo não determinado pelo homem ocorra de forma inesperada e desconhecida. Se algo é desconhecido, então, a verdade dependente do homem não saberia de sua existência.
No estudo anterior vimos a construção irracional de um auter-ego infinito em conhecimento, e em processamento, que seria capaz de produzir o sistema da teoria do inesperado. Mas a existência de um alter ego onisciente, de processamento infinito, sairia do sistema racional da lógica e cairia em um sistema sem sentido de existência.
Nesse caso o alter ego perde a razão de existir.
Assim, se um alter ego infinito não tem razão de existência para controlar a existência de parte de si mesmo. Nesse caso, a teoria do inesperado envolve uma existência exterior ao homem e independente dela.
Assim, é possível a existência do inesperado. Um dos conceitos da teoria do inesperado, é por exemplo a descoberta de números primos, que levam a grande processamento de computadores.
Não se conhece um número primo até encontrar mediante a soma de números, até chegar a um número que divide apenas ele mesmo.
A descoberta desse número é o fator do inesperado.
É portanto, necessário, um gasto de energia até que em um momento inesperado, o número primo seja descoberto. Assim o número primo existe antes de ser descoberto pelo homem, pois sendo ele inesperado, não foi idealizado pela verdade relativa do homem.
Apenas foi detectado pelo sistema de contato entre a percepção de realidade do homem, e a realidade de fato.
A teoria do inesperado é o fator que determina a existência da realidade de fato. A percepção de realidade do homem é composta de variações de realidade, até que estas variações tentem se equilibrar com a realidade de fato.
É livre ao homem a decisão de aceitar a tentativa de congruência entre a percepção de realidade do homem, com a realidade de fato. Normalmente o distanciamento da tentativa de congruência entre a percepção de realidade com a realidade de fato, é proporcional a taxa de loucura, socialmente delimitado.
Normalmente a sociedade escolhe a ideia de realidade de fato, em medicina ou engenharia, e escolhe a variação de realidade interna nos conceitos sociais.
Esse é o sistema de hipocrisia da realidade. Meramente a busca do prazer, quando não gera mortes ou passe para um desvio considerado perigoso, usa a variabilidade da realidade. E quando se considera o desvio perigoso, se usa o realismo.
Desse modo de forma prática, o realismo é aceito e é a base para os sistemas físicos. E a obediência desses sistemas físicos está intimamente ligado às normas sociais que permitem se ignorar as leis físicas, para viver as ilusões das realidades variadas.