A singularidade da teoria do designer inteligente é o próprio ser inteligente, e fundamentalmente a origem da inteligência.
Vamos supor, que a vida na Terra foi criada por um alienígena, ou seja um ser extraterrestre desenvolveu os seres. Nesse caso, a questão recairia, que ser inteligente criou esse ser extraterrestre? Se formos nesta linha de pensamento, mais e mais, teria que haver um início, e nesse início, haveria o primordial. Esse primordial, ou essa inteligência primordial, só poderia existir fora do tempo, e aí seria o próprio fundamento da inteligência.
E qual seria o problema? Algo fora do tempo, é também uma singularidade, que não se pode provar! Como também a existência de extraterrestres, não se pode provar em laboratório.
Também, não se pode provar o evolucionismo em laboratório, pois a formação de seres vivos a partir de matéria inorgânica, na utilização de sistemas aleatórios, é também uma singularidade, não é possível provar em laboratório.
Assim, se começarmos a analisar a origem da inteligência, começaremos a entrar no universo das crenças, cada uma diferente das outras, e essa variabilidade é meramente o mundo da fé, ou o mundo dos dogmas quando se impõe essa crença como realidade.
A imposição educacional da evolução, é um dogma, como a imposição do criacionismo. Todos eles são baseados em construções iniciais balizadas em singularidades.
Podemos ver os elétrons circulando em um circuito elétrico e o campo eletromagnético formado, não é uma crença, pois podemos fazer ele agir de diversas formas em laboratório. Está disponível para testes dos mais variados modos. Podemos ver as diversas formas que atuam. Esse conhecimento não se fundamenta em singularidades, nem em deduções, pois se faz o que se deseja provar. O que não se pode fazer: é simular; não se pode provar, é apenas uma crença, não existe mecanismos para determinar o quanto de chance se prove que não é crença ou o quanto de chance que se prove ser crença. É apenas uma crença que se acha mais provável, e outra que se ache menos provável, mas tudo não passa de crença, pois não se prova no laboratório.
Assim, não se pode provar a origem da inteligência, de forma que não se pode provar a Teoria do designer inteligente. Podemos dizer que existe inteligência, pois vemos a sua ação em diversas coisas, e mesmo no laboratório, definindo que a inteligência, é um mecanismo para obter uma resposta.
Extrapolar para dizer que a inteligência criou os seres vivos, é a mesma coisa que extrapolar que no início do universo uma singularidade gerou tudo que conhecemos. Todos estes dois fatores, são crenças, por mais que alguns queiram dizer que não. Essa ação de dizer que não, é a não utilização da inteligência.
Pois a inteligência determina que conceitos semelhantes sejam considerados como semelhantes. E tanto a formação do universo por uma singularidade, como a criação por outra singularidade, é apenas crença, na mais racional forma de pensar.